quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Charles Chaplin...

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"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim." (Charles Chaplin)

domingo, 26 de dezembro de 2010

Somos todos hamsters...

Ele troca de carro duas vezes por ano. Todo semestre,último modelo. Dois meses depois de adquirido,quando o cheiro de novo evapora,o possante perde o encanto que,instantaneamente,é transferido para o catálogo dos próximos lançamentos. O problema da sua mania não é o fato de comprar o que existe de mais moderno,mas fazer isso para suprir a falta de caminho. Ele pode ter o carro que quiser,mas nenhum deles o fará ter um lugar pra ir. "Ele" é como a maioria de nós,criadores e moradores de um mundo dominado pelos catálogos,vitrines. São celulares,iPods,roupas,sapatos,computadores,relógios,mulheres lipoaspiradas e botocadas,tudo constantemente se modernizando,sendo embelezado,ficando menor (em alguns casos),mais rápido,mais potente. Milhares de coisas reluzentes,bonitas,tentadoras,supérfluas. Coisas com a função mais ingrata da terra: preencher nossa solidão.
Os anúncios afirmam que o produto ali estampado traz mordomias,bem-estar,forno autolimpante,pára-brisa com detector de chuva,mais conforto,mais status e,consequentemente,aumenta nosso acesso a algo imensurável: felicidade.
Mas as toneladas de antidepressivos engolidas por todo mundo no mundo todo provam inexoravelmente o contrário: viramos hamsters,sempre em ação,ansiosos por dar mais uma volta na roda,cada vez mais rápido,sem sair do lugar,nos cansando a troco de nada.
trabalhamos feito camelos no deserto,sempre ocupados e preocupados com o que pensam de nós,a promoção,o chefe sacana,a conta vencida,o idiota que quer nosso cargo. Para quê,exatamente? Morrer de câncer? Ganhar uma úlcera? Somar alguns milhares de reais e uma hérnia de disco? Para termos sucesso e sermos reconhecidos na rua? Para causarmos inveja?
KURT,MARILYN E ELVIS
Fama. Essa palavra que ganhou um tom quase deificado. Mas,por mais que me esforce,não entendo a correlação que corrobora a tese de que alguém famoso vale mais do que o atendente da padaria(veja só o que nos tornamos: valoramos uns aos outros como um saco de batatas fritas na prateleira). Se fama é passagem só de ida para a felicidade,por que raios o Kurt Cobain,a Marilyn Monroe,o Elvis Presley e tantos outros deram cabo de tal alegria imensurável? Porque,no fim das contas,no fim do dia,fãs histéricas gritando na porta do hotel,foto em capa de revista e aparecer na novela das 8 não dão colo,não fazem cafuné,não entendem suas tristezas,não dizem palavras que aquietam a mente. Em alguns momentos,não servem pra nada.
Às vezes,acho que o mundo seria um lugar bem mais aprazível se as pessoas coçassem mais o saco,tivessem tempo livre suficiente para chegar à conclusão de que a única coisa que realmente importa é a ausência de agonia,essa companheira tão presente ultimamente e que insiste em não ir embora. #

POR Ailin Aleixo

Pensemos nisso....

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Alegria,alegria..

Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou...
O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou...
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot...
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou...
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não...
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento,
Eu vou...
Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou...
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil...
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou...
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
 
Caetano Veloso

Musica é vida..

É engraçado como a musica tem uma função importante na nossa vida. Na minha eu diria importantíssima. Música que nos faz lembrar de tempos,lugares e pessoas.. Músicas que nos fazem lembrar de músicas,ou que não nos fazem lembrar de nada... Música mantem a gente vivo;faz a gente despertar,se alegrar,ou as vezes faz a gente ficar ainda mais triste.
Lembro-me de uma vez,que terminei um amor. Terminei sem querer terminar,mas pra sofrer,melhor sozinho que á dois. Passava horas a fio ouvindo "Volta pra mim" do Roupa Nova. E aquilo me deixava mais triste,mais pra baixo,me fazia derramar milhares de lagrimas... Mas por fim,creio que foi justamente a música que me ajudou a pôr tudo pra fora,a lavar a alma e começar do zero.
Não saberia viver sem música. Aquela melodia firme,que vibra dentro da gente,e que as vezes nos da respostas de coisas que nem imaginávamos.
As vezes tem musica que a gente nem gosta muito,mas que em determinado momento da vida,ela nos diz tudo o que a gente precisava ouvir. Foi como ontem,quando ouvi em um programa de televisão a música "O pulso". Não gosto muito dela,mas ontem,eu a senti de uma forma diferente. Entendi que,apesar de tudo,de todos os problemas da vida,o pulso ainda pulsa...e isso eh o que importa...

"Posso te garantir...

que o verão solitário me deixou mais mulher, mais leve e mais bronzeada e que, depois de sofrer muito querendo uma pessoa perfeita e uma vida de cinema, eu só quero ser feliz de um jeito simples. Hoje o céu ficou bem nublado, mas depois abriu o maior sol."

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mude...


Por Edson Marques
Mude,
Mas comece devagar, porque a direção é mais importante
do que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira para passear livremente no campo,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos...
Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama... depois,
procure dormir em outras camas da casa.

Assista a outros programas de tv, compre outros jornais...
leia outros livros.
Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.

Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, a nova vida.
Tente.

Busque novos amigos.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental... tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro,
compre novos óculos, escreva versos e poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.

Mude.

Lembre-se de que a Vida é uma só.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.

Grite o mais alto que puder no espaço vazio.
Deixem pensar que você está louco.

Aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores
do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
A positividade que você está sentindo agora.
Só o que está morto não muda!